Pensar muito,as vezes é o que te impede de agir. 

b-onecadeporcelana:

“Então bate uma saudade daquele tempo, aquele tempo de menina, aquele tempo de princesinhas, aquele tempo que não volta mais. E saudade dos amigos antigos, dos amigos que não vejo há anos, saudades das bonecas de porcelana, saudade das historias antes de dormir, saudades do tempo que passou. Quando éramos pequenos, adorávamos sonhar com príncipes encantados, princesas, com monstrinhos na madrugada, Mais agora crescemos, e abrimos os olhos para a realidade, abrimos os olhos para a vida. Dói demais lembrar daquele tempo não é mesmo? Por que ali sim, você não machucava o seu coração. Quando nos éramos pequenos, sonhávamos em ser grande, adulto, mais olha ai, agora, que crescemos, agora que temos nossas responsabilidades, queremos voltar no tempo, voltar a ser criança, voltar a sentir uma dor diferente, a dor de levar um escorregam, de cair da bicicleta, e não uma dor, de decepção, de amor ou de partidas de pessoas que prometeram não ir. Também tenho saudades de quando dormia, e não tinha hora para acorda, e nem preocupações de ir para a escola, tenho saudade do beijo na testa antes de dormir, saudade dos filmes de desenho. Mais eu confesso, até hoje, ainda assisto filmes em desenho. Isso eu não nego, pois ninguém nunca deixa de ser infantil, todo nos desde pequenos, temos um desenho animado favorito. Eu faria de tudo pra voltar no tempo, porque aquele tempo sim foram um dos melhores da minha vida, ali eu não machucava meu coração, naquele tempo eu não me decepcionava, naquele tempo eu sonhava sem medo de que as pessoas me julgassem. Com certeza eu faria de tudo, pra voltar a ser aquela menininha doce, ingênua, cheia de luz, cheia de sorrisos pra dar e vender. Com o coração inteiro, e não despedaçado como ele esta agora.” b-onecadeporcelana

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Me olhei no espelho e não me reconheci, notei meus olhos e lá no fundo vi a tristeza, que parecia ser infinita. Senti saudade daquele brilho no olhar, de quando era pequena, sabe? Senti saudade da menina que eu era, animada, alegre, feliz! Pensei em tudo o que havia acontecido comigo e me perguntei se merecia isso… Todos podem pensar que faço drama, mas só eu sei a dor que carrego no peito.
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Eu gosto de coisas claras, simples, inteiras e fechadas. Não suporto nada que deixe espaço, nada em que caiba saudade, frio, tristeza e solidão.

faith-h:

Lembro-me vagamente de minha infância, certos detalhes ficam vagos, ao vento. Lembro-me de um período denominado “quando eu era feliz e não sabia”. Gostam de usá-lo e para não entrar em contradição o usarei também. Minha infância foi feliz, certamente posso dizer. A dor e o sofrimento, digamos até que o amor, são coisas desconhecidas quando criança. Tudo se resume em querer ser feliz, e por que seria diferente comigo? Nossos conceitos sobre tudo e todos são diferentes. O carinho é recebido afetuosamente, sem rodeios sem transições. Tudo de certa forma é mais fácil. E a parte mais gostosa é a de saber que no dia seguinte nada vai mudar, tudo continuará do mesmo modo, e que a terra o balde e a calçada estarão te esperando para brincar. Suas dores nada mais são do que ralados em inúmeros cantos do rosto. Meninos são meninos e tua mãe lhe ensinou a brincar com meninas, e assim eu como acredito que você também fazia, de certo modo até sem questionar, de certa maneira até gostando. As palavras de minha mãe ainda soam em meus ouvidos dizendo “entre menina, já é tarde e você precisa dormir, anda, entre” e as de meu pai em se fala “pare de brincar com terra, ficaras doente o  que não é nenhuma novidade”. Ah, que falta sinto disso, que falta de um momento que não passe, que eu não me esqueça. Minhas bonecas desbotadas jogadas em qualquer canto, já tiveram grande importância, ora como não me lembrar de minhas filhas. Meus bicos resultados de insatisfação e raiva - sempre ocorriam - se transformavam em choros e provavelmente um berreiro. O beijo que via visto como nojento - quem diria não é mesmo? - e o saber que ele pode machucar muito, esse não existia. Era tudo tão(…)fácil. O duplo sentido simplesmente não existia. A pior careta feita justificava-se pelo xarope, era amargo e eu não economizava em minhas caretas mesmo. O medo do Merthiolate era grandioso, na verdade o medo era de o remédio arder sobre minha pele, o que hoje  não faz diferença alguma se arder ou não. A morte, que sempre foi mobilizada no subconsciente de todas crianças como horrenda, para mim era mais do que isso, era simplesmente “a pior coisa que existia”, pesadelos eram curados com um “tudo vai ficar bem, foi só um sonho” e o cafuné recebido, logo logo virava sono, ah, como não se lembrar do desespero para a páscoa, - páscoa significava chocolate, e hoje vemos que não é apenas isso - na geladeira a coisa mais bonita que se via, era seu ovo de páscoa, e a vontade de abrir era maior do que a de obedecer, o dia das crianças não era muito diferente. Dormir não era bom, muito menos se fosse obrigando, drogas, cigarros, e álcool eram coisas ruins que eu não deveria chegar perto, por meu bem, e nunca questionei também, gírias eram pouco usadas, e quando usadas nem significado tinham. Sabe, a escola era divertida, principalmente o parque, e ter a caixa de lápis de cor completa, era ser demais. Amigos existiam, colegas também. Palhaços eram engraçados, não assustavam, muito menos matavam. Computadores eram destinados à adultos, e video-game e bola cabiam a pratica dos meninos, já boneca e cházinho as meninas, e eu gostava de tudo dessa forma sabe? Meu sonho era o quarto rosa repleto de bonecas, e acredito que o das outras meninas seria o mesmo. Ser princesa e ter um castelo também era um sonho, e fingir ser alguém personagem de desenhos animados, ou filmes era rotina constante. O suicídio era algo desconhecido, apenas escutava-se falar, significado que é bom, nada. As brincadeiras que hoje são interpretadas mal, antes eram normais, e todos brincavam. E em minha cabeça, pontes foram feitas para carros passarem, e não pessoas morarem. Gosto de repetir que tudo era mais fácil, isso me acalenta. O espaço vago que fica em meu subconsciente em vezes se preenche com essas lembranças, o que não é nada ruim. Hoje sinto saudade dos berros de minha mãe para entrar, dos gritos de meu pai para não brincar com barro, hoje sinto saudade de minha inocência que ficou pra trás, hoje sinto saudade de tudo que ficou, de tudo que sei que não vai, que não pode mais voltar, afinal é única coisa que resta, sentir saudade, apenas saudade.

Mariana M.(faith-h)

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Tu não disse que iria voltar, mas eu ainda espero por você. Prometi para mim mesma que desta vez eu não iria me culpar pelo fim de nós dois, mas eu sei.. A culpa é minha. E sempre foi.
— (via prince-hearts)
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Ela era fria, ou simplesmente finjia ser, dizia que nunca mais iria amar de novo, dizia que todas as tentativas foram um desastre e que só saia machucada no final, mas no fundo, ela só tinha medo, medo de se apaixonar de novo, medo de sofrer, medo de o resultado ser o mesmo de que todos os outros, ela metia para os outros,mentia para si mesma, dizia não gostar,dizia que queria só uma vez , que não era de verdade, apenas uma brincadeira, mas no fundo ela sabia que gostava, tinha medo de assumir para si mesma, pois em sua cabeça se assumisse seria a mesma coisa que dizer, eu vou sofrer, e ela já estava cansada de tanto sofrer. Ela não era fria , ela era apenas inteligente o bastante pra não se deixar levar pela burrice de se apaixonar, mas é difícil resistir a uma coisa tão forte assim, então ela finjia ser fria, ou apenas queria que as pessoas pensassem que ela é assim.
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